Quando a Gota passa de crises agudas mono ou oligoarticular para um
quadro poliarticular crônico, observa-se por vezes o aparecimento de
tofos, que são nódulos intra-articulares e sub-cutâneos resultantes de
acúmulos de cristais de urato monossódico. Há também casos relatados de
tofos na manifestação inicial da doença.
Os tofos são em geral indolores, mas podem causar limitação e destruição
articular. Quando superficiais, podem sofrer ulceração e drenar
substância brancacenta semelhante a pó de giz molhado, favorecendo a
instalação de infecção secundária.
A localização dos tofos preferencialmente ocorre em extremidades dos
membros, orelhas, joelhos, bursas do olécrano e pontos de pressão como
superfície ulnar do antebraço e tendão de Aquiles.
Dentre as diversas localizações dos tofos gotosos, ao nível da cabeça
e do pescoço, algumas podem mimetizar patologias infecciosas ou mesmo
neoplásicas. Existem na literatura relatos que documentam a presença
deles em localizações menos comuns, nomeadamente sobre as cartilagens
aritenóide e tireóide, as cordas vocais, o osso hióide, a coifa dos
rotadores, a conjuntiva, a língua, a pirâmide nasal, válvulas cardíacas e
pirâmide renal. Podem ser causa de neuropatia compressiva na síndrome
do túnel do carpo bilateral e na neuropatia ulnar.
Radiologicamente nas fases iniciais o exame é normal ou apresenta
aumento de partes moles. Na gota tofosa crônica pode aparecer
osteoporose justa-articular e as erosões ósseas resultando do depósito
de cristais em forma de tofos epifisários, redução dos espaços
articulares, deformidades, além de imagens tofáceas ao Raio X.
O tratamento mais precoce e adequado da gota tem diminuído a
incidência de tofos, apesar de haver relatos de sua presença em pessoas
hiperuricêmicas que nunca sofreram crise de gota.
A remoção cirúrgica de tofos gotosos associa-se a elevada incidência de complicações, habitualmente decorrentes da dificuldade de exérese de tofos firmemente aderentes ou do tecido fibrótico circundante. Contudo, tal opção terapêutica deverá ser considerada em situações de infecção, ulceração ou dor local acentuada, bem como por motivos de ordem estética; o que será avaliado caso a caso.
Fonte: Imagens em Reumatologia - Santa Casa de São Paulo
A remoção cirúrgica de tofos gotosos associa-se a elevada incidência de complicações, habitualmente decorrentes da dificuldade de exérese de tofos firmemente aderentes ou do tecido fibrótico circundante. Contudo, tal opção terapêutica deverá ser considerada em situações de infecção, ulceração ou dor local acentuada, bem como por motivos de ordem estética; o que será avaliado caso a caso.
Fonte: Imagens em Reumatologia - Santa Casa de São Paulo
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